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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

ARIEL OU A VIDA DE SHELLEY de André Maurois

LIVRO 147



INTRODUÇÃO

Desses livros que não sei a origem, já havia lido sem muito interesse e, agora, desvendei quanto é bom, porque se refere a personagens reais, com seus méritos e fraquezas que viveram nas duas primeiras décadas do século XIX.

Predominam as aventuras e as tragédias vividas pelo poeta Percy Shelley e, claro, seu modo de pensar que até lhe trouxe problemas na juventude.

Ariel

Não identifiquei no livro o porquê de ARIEL mencionado na capa da obra. Pode ter passado por mim ao largo! Bom, ariel, tem um sentido religioso, e do hebraíco, significa "Leão de Deus". Força, coragem.

O pequeno iate de Shelley fora "batizado" pelo nome "Ariel".

► PERCY SHELLEY

De família rica, o pai Mr. Timothy, Percy era descrito como um jovem de rara beleza, olhos azuis, com traços femininos, matriculado no colégio aristocrático de Eaton, a partir dai tornou-se rebelde e se proclamou ateu, rejeitando condutas respeitadas pela sociedade.

Amado pelas irmãs, leitor voraz dos clássicos, especialmente Homero. Virgílio. Diderot, Voltaire...

Seu pai o matriculou, mais tarde, no colégio de Oxford que lhe encantou. Ele nascera para os livros e para o ócio intelectual: "... ler, escrever, passear à vontade era combinar todo o encanto da vida monástica com a liberdade de espírito do filósofo".

Lá, ele conheceu um amigo inseparável, Jefferson Hogg que admirava a froça do amigo, suas ideias e posturas místicas e filosóficas. Esse amigo teria influência sobre a vida de Shelley ao longo dos anos.

Shelley hostilizava a carne como alimento e adorava pão. Newton, um amigo cuja família era vegetariana, deu seus razões: 

"— O homem não se parece com nenhum carnívoro; não tem garras para reter uma presa; os seus dentes foram feitos para comer legumes e frutas. Adoece (Newton) quando toca nessa alimentação cárnea que é um veneno para ele".

O seu ateismo resultou a ele e ao amigo Hogg, a expulsão de Oxford. Foi ele morar num quartinho precário. O pai não lhe ajudava em nada pela expulsão do colégio e suas irmãs, enquanto puderam, remeteram pequenos valores que garantiam sua subsistência.

Mesmo com essa situação precária, conheceu Harriet, linda filha de um dono de café. Ela, pressionada pelo pai que pensava num casamento compensador par ela, se sentia muito infeliz e chama Shelley a quem amava. Ela com 16 anos, ele com 19, resolvem fugir e depois de casam. Num dado momento do casamento a irmã Elisa se une ao casal como uma protetora de Harriet.

Shelley precisou viajar, deixando a esposa aos cuidados de Hogg. Este se apaixona por ela e Harriet iinforma ao marido do assédios do amigo.

Shelley rompe com Hogg momentaneamente e se afatam dele.

Elisa pode ter ajudado ao fim do casamento. Com o nacimento da filha, Harriet enciumado com o encanto que o marido despertava nas mulheres, quis  voltar para Londres, ficando Shelley em Bracknell. Em Londres, comentários de que ela era vista em companhia do major Ryan.

As relações entre Harriet e Shelley se tornaram difíceis e ele se apaixonando por Mary Godwin mantinha-o afastado da esposa, até que ele recebeu a notícia de que ela se suicidara. Os filhos ficaram com o sogro por causa do concubinato com Mary. Seus filhos faleceram precocemente. 

Shelley conheceu o escritor e filósofo Willian Godwin, dele se aproximando e nesses contatos de amizade, nasceu um maior interesse pela filha Mary, inteligente que foi se apaixonado pelo poeta. 

Com Shelley, Mary, Clara a irmã dela, também deixam a casa dos pais às escondidas e pensaram em se alojar na Suiça. O livro não explica, talvez pela falta de dinheiro do casal num dado momento, eles chegam a Londres (?) 
Já vivendo com Mary Goldwin, casaram-se 15 dias depois da notícia da morte de sua  esposa Harriet. Após o casamento chamou-se Mary Shelley.

Mais tarde, Shelley já em condições financeiras melhores pela herança do pai, passam a viver na Itália. 
Curioso que, mesmo em condições difíceis de Shelley, eu pagou contas do sogro Godwin.


As escalas poéticas excêntricas de Shelley, podem ser compreendidas por este trecho do livro:

“Um dia o marinheiro (Trelawny, amigo) encontrou-o tão absorvido numa visão longínqua que não ousou interrompê-lo sem primeiro lhe despertar a atenção e fazendo estalar as agulhas secas dos pinheiros. (...)
Chamou Shelley, que virou a cabeça e disse com lentidão:
- Hello! Entre.
- Este então é o seu gabinete de trabalho?
- É, estar entre as árvores são os meus livros. Quando a gente compõe, é preciso que a atenção não fique dividida. Numa casa não há solidão: uma porta que se fecha, um rumor de passos, uma campainha ecoam no espírito, dissipam visões.
- Aqui há rumores do rio, dos pássaros.
- O rio desliza como o tempo, e os sons da natureza fazem bem à alma. Só o animal humano é discordante e me incomoda...Oh, como é difícil perceber por que razão estamos aqui neste mundo, perpétuos tormentos para nós mesmos e para os outros!”

Shelley desprezava convenções.

Percy Shelley morreu afogado aos 29 anos, vítima de um naufrágio. O iatezinho Ariel dele e do amigo Willian enfrentou um forte mau tempo, naufragando.

Achados os corpos, no estado em que se encotravam foram cremados na praia, numa cena dolorosa.

Mary e Jane (esposa de Willian) com a morte dos respectivos maridos viveram juntas por algum tempo. Mary não aceitou o pedido de casamento feito por Trelawny e Jane se casou com Hogg.

► LORD BYRON ("Dom Juan")

Poeta influente na Inglaterra, sedutor, considerado um devasso, tivera relações incestuosas com a irmâ - o livro não lhe dá muito "prestígio".

Clara, a irmã de Mary insistiu demais em manter relações com ele. Byron rejeitava, até que aceitou a relação.

Clara deu a luz a uma menina, que não pode ficar com ela e nem com ele, pela relação espúria. A criança fora internada num convento em condições precárias, resultando na sua morte. Shelley, indignado, porque apelara a Byron pedindo que olhasse pela menina, obtendo resposta desdenhosa, rompeu com ele.

Mas, mais tarde, a amizade seria retomada.

Byron assistiu a cremação do corpo dos amigos na praia.


ADENDOS (Não constam do livro de André Maurois)

MARY SHELLEY E ADA LOVELACE

► MARY SHELLEY

No livro ora resenhado, Mary Shelley é apresentada como mulher, esposa um pouco ciumenta e até protetora de seu marido.













Mary Shelley fora escritora talentosa.

A obra ultrapassou os séculos é “Frankenstein”, escrita por Mary quando tinha 19 anos, em 1817.

Frankenstein, na obra, é o sobrenome do seu criador, Victor, que ao criar a criatura monstruosa, se arrepende amargamente da experiência, é perseguido por ela que em lugar de o atacar como ele receava, ataca sua esposa e a enforca. Há momentos ternos mas Frankenstein é sempre tratado sem complacência, porque julgado sobretudo por sua aparência. No leito de morte de Victor, a criatura se emociona com a partida iminente do seu criador.

► ADA LOVELACE

(A filha de Lord Byron)

Ada Lovelace fora talentosa matemática e é lembrada como a primeira programadora de computador. Isso mesmo, e em meados do século 19!

Ada viveu pouco, apenas 37 anos incompletos (10.12.1815 - 27.11.1852). Mente avançada para o seu tempo, entendera a máquina de Charles Babbage, fizera anotações que seriam utilizadas um século depois de sua morte (início da década de 50) na construção dos primeiros computadores.

Envolvida no projeto Babbage, ela desenvolveu algoritmos que permitiriam à máquina computar valores de funções matemáticas.

[Algoritmo: passos para solucionar uma tarefa, um programa: como fazer...]

Charles Babbage (1791-1871) foi um cientista, matemático, engenheiro mecânico e inventor e reverenciado como aquele que projetou o primeiro computador, a máquina analítica, considerado como o “pai” da computação, embora seu invento não fosse concluído pela precariedade técnica no seu tempo. 

Essas invenções, porém, não eram conhecidas dos criadores dos atuais computadores.

No que se refere a Ada Lovelace em 1980, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos registrou linguagem de programação estruturada com o nome “Ada” em, sua homenagem. (1)


Referências:

(1) As biografias de todos os nomes mencionados nesta podem ser encontradas nos canais de busca.

O retrato de Mary Shelley é obra Richard Rothwell

NOTA DE DIVULGAÇÃO

ARIEL OU A VIDA DE SHELLEY de André Maurois

Livro 147

O livro trata da biografia do poeta Percy Shelley que se passa nas duas primeiras décadas do século XIX.
Shelley, um jovem de rara beleza, com traços femininos, rebeide, atéu, essa condição lhe valeu a expulsão do colégio de Oxford, viveu precariamente sem a ajuda do pai rico como punição pela expulsão. Casou-se com 19 anos com Harriet, relação que se deteriorou, ela se suicida. Mas, ele já flertava com Mary Godwin, com que se casou 15 dias depois da morte de Harriet. Ela passou a se chamar Mary Shelley. Ele foi amigo de Byron, poeta influente, o "don juan", tratado no livro como um devasso.
Shelley viveu a vida de liberdade, aqueles intelectuais que se inspiram na natureza e desprezo por convenções.
Gostei do livro embora não haja uma linha sequer das obras de Mary, como  “Frankenstein”, que ela escreveu quando tinha 19 anos.

Acessar: https://resenhadoslivrosqueli.blogspot.com/2026/01/ariel-ou-vida-de-shelley-de-andre.html


sábado, 3 de janeiro de 2026

ILUSÕES PERDIDAS (A Comédia Humana) de Honoré de Balzac

 LIVRO 146











(Adoto spoiler)

introdução

Esse volume, um dos exemplares de "A Comédia humana" composta de 89 romances e o principal dele é este das "Ilusões perdidas", contendo 629 páginas. Escrito entre 1835 a 1843 com minúcias impressionantes daí ser um jogo de paciência ler a obra, eu me pergunto como o Autor pôde escrever tanto, com penas precárias. Numa passagem do livro ele faz menção à pluma que seria utilizada para assinar um contrato. No século XIX, depois das penas predominantes de ganso, foram introduzidas penas de metal.

O livro é denso ao extremo e não dividido em capítulos. O Autor discorre sobre a produção de papel, cuja matéria prima eram trapos — o personagem David passa praticamente a obra toda pesquisando a produção de papel melhor e mais barato. O Autor descreve até mesmo o sistema judiciário francês de cobrança de dívidas.

Claro que no jogo dos personagens, ele descreve a arrogância e a futilidade da sociedade de Angouléme — cidade não próxima de París — e de Paris, a ambiguidade dos jornalistas que adquiriam influência social por seus artigos elogiosos ou críticos e dos empresários desse ramo na busca do lucro.

personagens

DAVID SÉCHARD: tipógrafo por injunção do pai, o velho Jérôme-Nicolas Séchard, que lhe arrendou uma tipografia, mas cobrava alugueis do estabelecimento. Esse velho paí é apresentado como sovina ao extremo que começou a enriquecer como vinhateiro. Em nada ajudava o filho e até o desprezava. O velho sequer deu a parte dos direitos pelo falecimento da mãe ao filho. David não reagiu porque teria que instaurar um processo judicial penoso cujo desfecho poderia durar muito

David era boníssimo, tinha competidores fortes no ramo, era traido por eles, especialmente os irmãos Cointet. 

Num dado momento iniciou pesquisas para produzir um novo tipo de papel, mas eficiente e mais barato, alternativa aos trapos como matéria prima.

Ele tinha dois colaboradores fieis, Marion e Kolb.

David e Lucien eram amigos íntimos, quase irmãos. Lucien nas aventuras em Paris, arruinado, assinou duas letras falsificando a assinatura de David, com prazo de pagamento no vencimento. Cobrado o título David não tinha condições de pagar e, depois de se esconder, é preso. Ele saiu de onde se escondia por um bilhete falso assinado por Lucien,

David, antes desses eventos se casou com Eve, irmã de Lucien que tinha forte influência sobre o irmão e sobre o marido. Nos momenos difícieis da vida conjugal pelas dividas, fora ela, mesmo na sua dor, quem mantivera os negócios com um minimo de produtividade. 

EVE CHARDON, filha do boticário Chardon e de Charlotte Chardon, mas essa Charlotte por herança familiar, tinha um nome ilustre, Rubempré. Eve, irmã de Lucien, jovem linda se casara com David que passam a ter vida de trabalho e felicidade mas tudo se complica com o dívida feita por Lucien, falsificando a assinatura de David e, também, a concorrência desleal. Ela coordenava os trabalhos da tipografia, junto com Marion e Kolb.

LUCIEN CHARDON

Filho do boticário, pobre, irmão de Eve tinha traços femininos, de uma beleza incomum, era talentoso na poesia, no romance e depois no jornalismo. Por esse talento era admirado pelo cunhado David e amado pela irmã e a mãe, a senhora Chardon.

Por esse talento, de modo sutil foi se aproximando da sra. de Bargeton, a Louise a dama mais influente de Angouléme, passou  fequentar a mansão dela para apresentar seus poemas.

Ela era casada, mas nos tempos atuais, seu marido teria má fama... e a diferença de idade entre o marido e a esposa era de 22 anos.

Ela demonstrava amar o jovem Lucien, mas havia também a diferença de idade pelo que ela mantinha reservas.

Esse amor correspondido, ensejou que fosse flagrado Lucien com a cabeça apoiada nos joelhos da mulher. Um certo Stanislas espionava e a cena fora ampliada a níveis comprometedores principalmente a Louise. 

Toda a sociedade de Angouléme ouviu várias versões. Stanilas constrnagido não quis se retratar resultando num duelo entre ele e o marido Bargeton. Stanilas leva um tiro no pescoço que o torna "torto".

Com isso, Louise resolve se mudar para Paris, se aproximando da sra. d'Espard parente distante, mas convida Lucien para acompanhá-la comprometendo-se a o apresentar à sociedade parisiense, abrindo espaço para sua ascensão social, mas usando o nome "nobre" da mãe, Rubempré.

Mas, em Paris, o rival de Lucien, barão Châtelet revela que o nome dele era Chardon e não Rubempré, nome da mãe, isto é, sem nobreza, proletário.

Por injunção da sra. d'Espard ele acaba sendo abandonado pela própria sra. de Bargeton e fica praticamenrte à mingua em Paris. Faz amizade com um escritor num restaurante popular que o apresenta a jornalistas e escritores e, por causa do seu talento, é aceito nessa comunidade e começa a escrever para jornais.

Torna-se famoso. conhece a linda atriz Coralie, tornam-se amantes, faz criticas a obras de seus amigos, ironiza a sra. de Bargeton e a sra. d'Espard, assume posição política.

Assim, arruina-se, morre sua amante e, em desespero Lucien volta a pé de Paris, arrasado mas para sua surpresa, é aclamado como heroi em Angouléme pelos seus êxitos em Paris.

Mas, essas homenagens tinham em conta, engendradas por um solicitador, Petit-Claud descobrir o local onde se escondia o cunhado para ser preso por dívida (dos títulos falsos de Lucien) e obter o segredo do novo tipo papel que David pesquisava. Isso tudo era tramado pelos irmãos Cointet, donos prósperos de tipografia.

Com a prisão de David, Lucien em desespero prepara-se para se suicidar, mas é amparado por um padre meio sinistro que faz do jovem uma escpécie de secretário que se "vendeu" em troca de valores para saldar a dívida  de David.

O que acontece com Lucien, informa o Autor que tal se revela em outra obra!

SRA. DE BARGETON

Na sua mudança para Paris após a repercussão da intimidade com Lucien, é acolhida pela sra. d'Espard da alta sociedade, prima distante.

Por causa da sra. d'Espard e do rival de Lucien, Châtelet, que revelou seu nome proletário (Chardon), o poeta passa a ser desprezado pela sociedade.

A sr. de Bargeton enviúva e se casa com o barão Châtelet.

Com o tempo ele assume alto cargo político e o casal volta para Angouléme — ele como governador — e ela com o mesmo brilho social passa a ser chamade de governadora. Ela era agora a Sra. Du Châtelet, mas sempre a Louisie que amava Lucien.

O reatamento com Lucien não se firmou porque o amante se afastou da cidade pensando em suicídio — que não se efetivou.


Desfecho

Depois de tanto sofrimento, pobreza, dívidas de Lucien que falsificou assinatura de David em titulos de crédito exigíveis no vencimento, e tentativas de inventar e ser inventor, herdou a fortuna do paí que falecera em 1829.

 David e Eve passaram a usufruir da riqueza e da tranqulidade. O casal foi genitor de dois meninos e uma menina.

Todos os outros personagens acabam bem:

Os irmãos Cointet que conspiraram contra David e sua pesquisa de papel levando-o à prisão, a ele se associaram, mudaram o modo de conviver com o jovem Séchard e acabam enriquecendo. 

O solicitador Petit-Claud com o casamento arranjado sobe na profissão, reconhece o jogo duplo que fez se associando aos irmãos Cointet, em prejuízo a David e Eve e sua pesquisa, mas se reconcilia com eles.

Trechos

"— Mas o que se pode dizer contra esse livro? Ele é bom exclamou Lucien.

— Ora, bolas, meu caro, aprenda o seu oficio — disse Lousteau, rindo. Mesmo que o livro seja uma obra-prima, com uma penada, você pode transformá-lo numa tremenda bobagem, numa obra perigosa e nociva.

— Mas como? 

— Translormando as belezas em defeitos.

— Eu sou incapaz dessa proeza.

— Meu caro, jornalista é acrobata; você precisa se acostumar aos incômodos da posição. Olhe só como eu sou bonzinho?"

 ▬ / ▬ / ▬

"— Entendo que não sou livre para escreveer? 

— Ei! Que importância tem isso, se você está ganhando uns cobres — exclamou Lousteau".

 ▬ / ▬ / 

"Lucien mantinha-se em silêncio, não tinha vontade de arrancar mais nada daquele padre.

— Uns descendem de Abel, outros de Cain — disse o cônego, terminando —  eu sou mestiço, Caim para os inimigos, Abel para os amigos. E ai de quem desperta o Caim!..."



NOTA DE DIVULGAÇÃO

Livro 146:

ILUSÕES PERDIDAS (A Comédia Humana) de Honoré de Balzac

Trata-se de livro extenso com 629 páginas, não dividido em capítulos, a minha edição com fonte miúda. que exigiu muita paciência para chegar ao fim. Mas, essa obra com outras do Autor é considerada "monumental".
É a história de David e Eve, e o cunhado Lucien, com traços femininos, "lindo" que recebe a atenção da principal matrona da cidade, sra. de Bargeton, pelos seus dotes de poeta. 
Eles se amam, mas há restrições pela idade. 
Por causa de uma cena nada comprometedora, revelada na cidade, ela muda para Paris e convida Lucien para a acompanhar. 
Ele era pobre e por causa disso acaba sendo desprezado. E em Paris à míngua, ele supera as dificuldades, tornando-se jornlista.
Claro que no jogo dos personagens, o Autor descreve a arrogância e a futilidade da sociedade, a ambiguidade dos jornalistas que adquiriam influência social por seus artigos elogiosos ou críticos tantas vezes sem escrúpulos.
Acessar: 
https://resenhadoslivrosqueli.blogspot.com/2026/01/ilusoes-perdidas-comedia-humana-de.html