LIVRO 149
"A gente sabe onde uma guerra começa, mas nunca onde vai parar. Os Voulás podem chamar em seu auxílio um grande país, e os Vaitimboras pedir a ajuda de um outro. E os dois grandes países entrarão em guerra. É o que se chama uma extensão do conflito." (do personagen Trovão)
Esse livro, mesmo o tradutor, D. Marcos Barbosa, aproxima sua mensagem à do "Pequeno Príncipe" porque o menino Tistu, além de questionar muitas das mazelas da humanidade.
O negócio do pai de Tistu era produzir canhões. Seus pais eram muito ricos.
A sua cidade natal se chamava Mirapólvora.
Os cabelos de Tistu eram loiros e crespos com grandes olhos azuis e faces rosadas e macias. Ele era muito bonito. O menino se chamava João Batista. As "pessoas grandes" não conseguiam chamar o menino pelo seu nome verdadeiro, mas por Tistu.
Incapaz de frequentar a escola normal porque adormecia, então seus pais decidiram que ele recebesse instrução do jardineiro Bigode. O jardineiro conversava com as plantas. E foi com ele que Tistu descobriu que seu polegar tinha o poder de fazer brotar plantas e flores em qualquer lugar que fosse.
Seu pai resolveu que Tistu receberia, também, lições de "ordem" transmitidas pelo sr. Trovão, o homem gritão, de confiança do seu genitor.
Ao conhecer a prisão ele humaniza a com plantas e flores produzindo grande repercussão pública.
Toda essa humanização com as plantas ele vai praticando em segredo, só sabido pelo jardineiro Bigode. E assim na favela, no hospital, animando uma pequena paciente.
"Desde que se entendia por gente Tistu ouvia repetirem: — Tistu, meu filho, nosso negócio é excelente. Canhão não é como guarda-chuva, que ninguém quer comprar quando faz sol. Ou como chapéu de palha, que fica na vitrina quando chove. Canhão sempre se vende, seja qual for o tempo!"
Até que eclode uma guerra.
A fábrica do seu pai começa a produzir canhões para os dois lados em conflito, situação que ele, além da guerra, não compreendia.
E a guerra fora declarada para a posse de um deserto, porque nele havia petróleo.
Quando questiona Trovão sobre essa anomalia, recebe um bofetão.
Tistu, então, resolve fazer dos canhões, floreiras impedindo seu funcionamento. A guerra é "cancelada".
Com a fábrica de canhões desmoralizadas seu pai resolve produzir plantas e flores. E a cidade é rebatizada de Miraflores.
Tistu conversava com o pônei Ginástico e dele se despede e deixa com o animal sinais de que tinha partido. Ele sobe numa escada às alturas, e envolvido por núvens e desaparece.
Tistu era diferente.
"Quando os moradores da Casa-que-Brilha saíram aquela manhã a chamar Tistu por todos os cantos, viram no meio do prado dois chinelinhos e uma frase escrita em belas letras douradas: TISTU ERA UM ANJO!"
DO MESMO AUTOR, ACESSAR:
► MEU DESABAFO QUE FAÇO HÁ DÉCADAS
Nestes tempos, este planeta sofrido, devastado, desrespeitado em suas fontes essenciais de vida, com guerras sujas ressurgindo nem sei se o Tistu daria um jeito. Mas, ele faz falta.
Diria que o verde, no seu todo, é parte da essência do planeta. Nem sei se nós, humanos, somos também uma essência. Acho que não porque somos tremendamente predadores, inconsequentes, movidos pelo fator dinheiro, lucro, ambição desenfreada.
Ora, direis, estás em emoção e se excede. Não, não penso desse modo até porque há muito percebi que este planeta é o mundo das diferenças, das divergências e até... da destruição.
Sinto tempos cada vez mais difíceis de viver neste planeta que seria um paraíso mas faltam polegares mágicos.
Só não sou apocalíptico... ainda.
NOTA DE DIVULGAÇÃO
Livro 149
O MENINO DO DEDO VERDE de Maurice Druon
Esta resenha que decidira que não apresentar aqui, porque era parte de uma crônica, mudei de ideia por causa destes tempos de guerra, de devastação e de desumanidades.
Tistu era um menino de família rica que era diferente. Ele na escola dormia, por mais que se esforçasse.
O pai, então, o encaminhou para ser educado pelo jardineiro Bigode, quando então Tistu descobriu que seu polegar tinha o poder de fazer crescer plantas e flores.
Seu pai era industrial e fazia canhões. Ele se revela inconformado ao saber que na guerra que eclodira, a indústria de seu pai venderia canhões para os dois lados em conflito. E esses dois países entravam em guerra disputando petróleo no deserto (!)
Fora Trovão, da fábrica quem lhe ensinava sobre "ordem" que lhe aplicara um bofetão quando questionou essa anomalia.
Tanto faz com seu polegar mágico que sua cidade chamada Mirapólvora passou se chamar Miraflores.
Acessar: https://resenhadoslivrosqueli.blogspot.com/2026/03/o-menino-do-dedo-verde-de-maurice-druon.html


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